Nós somos loucos por amor de Cristo…

Entrevista

Fala galera,

No final de semana fui surpreendido com a notícia que daria uma entrevista e agora pela noite recebi e respondi.

A entrevista fala sobre um projeto muito legal em que perdi praticamente um mês minhas férias toda e com que ganhei minhas férias todas.

A entrevista será utilizada em um trabalho escolar, mas apesar de ser simples assim foi bem legal, então aí embaixo segue e seguem também algumas fotos que saberão do que se trata ao lerem a entrevista.

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Você quem fez a movimentação do SOS Rio?

Não, eu apenas idealizei e organizei. Contei com o apoio de um grupo e pessoas maravilhosas que tornaram tudo isso capaz. Sem contar os cidadãos e anônimos que colaboraram muito e foram os principais causadores do resultado final.

O que te motivou a fazer a movimentação?

Então, é uma longa história (risos), apesar de ter que tomar atitudes rápidas com relação a essa movimentação. Tentarei ser o mais breve possível.
Há algum tempo venho estudando Missão Integral. Missão Integral é uma teologia mas que para resumir tratarei como um movimento cristão onde vemos o serviço para com o próximo como algo imprescindível para o estabelecimento do Reino de Deus aqui na terra. No caso específico da região serrana do Rio de Janeiro tudo se iniciou com a notícia que se espalhara rapidamente nos jornais. Percebi e senti que deveria fazer alguma coisa e contatei algumas pessoas, como meu pai e o pastor de minha igreja e enviei e-mails para a imprensa local.
A partir daí as coisas aconteceram de forma natural, pois as pessoas nos procuraram para saber como poderiam ajudar e assim o nosso trabalho foi o de arrecadar e encaminhar as doações.

Como você se sente fazendo esse e outros projetos?

Eu fico feliz por ter oportunidade de ajudar o próximo, independente de quem, onde e como seja. Gosto muito de desenvolver projetos e de ajudar as pessoas, faz parte de mim.
Fazer-nos próximo é diferente de simplesmente estar perto. Como cristão, tenho a certeza que o próximo nos aproxima de Deus.
Muitas vezes o que é nada para mim, pode ser tudo para alguém; o que é pouco para nós é muito para outra região. Creio que é melhor dividir do que acumular para mim mesmo. É sempre bom ter com quem dividir as alegrias. E agradeço por ajudar.
É muito gratificante poder ver o sorriso na face de alguém, ainda mais se, como voluntário, permanecer no anonimato.

Porque ser um voluntário?

Pois não há alegria maior que compartilhar, dividir, assentar-me à mesa com outras pessoas.
A Bíblia me ensina que devo amar meu próximo como a mim mesmo. Ensina-me também que estando diante dele, estou diante do divino.
Ser voluntário é uma das melhores sensações que existe. Trabalhar pelo próximo, com o próximo e para o próximo nos torna mais humanos.
Acredito que se mais pessoas fossem voluntárias (fato que deveria ser natural) impediríamos a bestialização que a nossa sociedade vive hoje.
Criamos lobos e queremos conviver com ovelhas? É impossível.
Portanto a atitude de casa pessoa é essencial e única.
Façamos o bem.

Conte-me um pouco de sua experiência como voluntário. O que você ganha fazendo esses projetos?

Ser voluntário é dar o bem sem ver a quem (risos). Não gosto muito de ditados populares.
É uma experiência indescritível. Pode ser muito árdua e demandar grande parte de seu tempo, ou até mesmo seu tempo todo, mas é um sentimento de gratidão sem tamanho.
Materialmente não recebemos nada como voluntários, mas recebemos abraços, carinho, olhares esperançosos, sorrisos, lágrimas, amizades.
Muitas vezes recebemos além do que imaginamos: recebemos vidas renovadas e restauradas.
O voluntário é uma pessoa que convive muito próximo da frustração e falta de expectativa. Não podemos criar expectativas, pois elas tangenciam a frustração.
Não digo que é fácil ser um voluntário e nem que vá parecer de imediato que valeu a pena. Só tenho toda a certeza ao dizer que se, de todo nosso coração, sem esperar nada em troca fizermos,  ficaremos felizes.

Muitas vezes no trabalho voluntario você acaba não vendo o “resultado”. Um exemplo disso é o próprio SOS, pois o arrecadado foi utilizado em uma localidade distante da nossa. Como você fica em relação a isso?

Com projeto que envolva distância, sempre tentamos entrar em contato com instituições que sejam corretas e que tenhamos referências. No caso do SOS Rio, enviamos nossas doações para uma instituição eclesiástica confiável, tanto a nós como ao povo da Região Serrana.
Mas é sempre complicado lidar com distância e pessoas. Sabemos que existem pessoas ruins e que se utilizam dessas doações de formas inapropriadas, os jornais noticiaram isso a todo o instante, mas temos que acreditar que existem pessoas boas – pois elas existem. Pessoas ruins são minoria. Em um momento como o do Rio, não deve existir esse tipo de discussão sociopolítico. Simplesmente se estende a mão, oferece ajuda e consolo.
Particularmente, procuro trabalhar com projetos que envolvam minha localidade. Existe um enorme projeto nos bastidores para a nossa localidade e região. É de mais fácil controle para mim e para todos os outros envolvidos, mas a distância não pode ser empecilho para praticarmos o amor.

Como eu faço para ser voluntário?

Basta ter amor.
O amor é dispensado a todos. Poucos o aceitam e menos ainda fazem uso dele.
Voluntários devem se utilizar do amor.
É como sempre digo com os que comigo trabalham: “Fé, Alegria, Esperança e Amor”.
Como já dizia uma canção muito antiga: “O amor é tudo. Feliz é quem ama.”
Vamos viver o amor. Amar sem preconceito, amor sem diferença.
Sou cristão e ainda assim não é fácil amar, mas creio que o perfeito amor muda o mundo.
Sozinho não se pode causar um tsunami, mas só uma pequena marolinha. Muitas pessoas causando marolinhas há a possibilidade de encharcar a terra seca.

Sobre Maykel Nazaré

Maykel nasceu em Itaperuna/RJ em 1992, mas ainda criança mudou-se para Avaré/SP.
Técnico em Informática, músico há 10 anos, cursa Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
Atuamente é líder de louvor na PIB Avaré e seu trabalho ministerial é voltado para juventude e missão.

 

Alguns números do SOS Rio

- Aproximadamente 2100 litros de água mineral
- Aproximadamente 300 litros de leite
- Aproximadamente 100 quilos de alimentos
- Aproximadamente 6 toneladas de roupas, cobertores, calçados e outros materiais têxteis.

Ao final da campanha foi enviado um caminhão de carga para os necessitados.
Agradecemos a todos

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